Nutrição
Dieta Cetogênica
A dieta cetogênica consiste em uma redução drástica da quantidade de carboidratos consumidos na alimentação As estratégias de baixo carboidrato são extremamente populares em diversos países, devido aos seus resultados de emagrecimento, impacto positivo na saúde e por promoverem grande saciedade.
Elas trabalham com um contexto metabólico onde a diminuição da hormona insulina, devido à menor ingesta de hidratos, conduz a energia estocada para ser utilizada como fonte energética com maior eficiência.
O nível de insulina saudável promove o gasto da gordura estocada, é essa hormona que diz como sua energia estocada será utilizada – se ficará armazenada (insulina alta) ou se será queimada/oxidada (insulina baixa).
De baixíssimos hidratos (very low carb, que pode ou não ser cetogénica) – com cerca de 20g diários – até a low carb, que atinge 130g diários, essas estratégias promovem uma alimentação totalmente livre de processados, baseada em produtos animais, como carnes, aves, ovos e vegetais de baixo ou baixíssimo amido. Privilegiam uma ingesta mais adequada de proteína e carboidratos mais gentis, que realmente não provocam picos glicémicos como os cereais, ajudando na manutenção da saciedade e provocando défice calórico natural, sem que a pessoa precise passar fome para emagrecer. Por isso são tão sustentáveis no longo prazo.
A low carb é a estratégia alimentar de eleição para as doenças de síndrome metabólica e os profissionais que a aplicam vivenciam diariamente casos de remissão de diabetes tipo 2 em seus consultórios.
Por esse motivo e por robustas evidências científicas, a American Diabetes Association recentemente lançou um livreto ensinando profissionais de nutrição a aplicar a low carb para manejo e remissão de diabetes tipo 2, assim como vários países já contemplam essas estratégias em suas diretrizes para remissão de DM2 e das doenças da síndrome metabólica.
Há inúmeras vantagens desse estilo alimentar para a saúde e os benefícios são diversos. Veja abaixo:
Aumenta os níveis de energia, pela maior produção de ATP (nossa moeda energética) em 27% em relação à glicose e aumento do número e tamanho das mitocóndrias.
Tem poder anti-inflamatório, com o aumento de glutationa, nosso principal antioxidante. A dieta cetogênica é bastante anti-inflamatória e é utilizada para controle de doenças auto imunes.
Diminui a fome: a dieta estabiliza o fluxo de energia cerebral ao entregar corpos cetónicos ao cérebro, além da glicose. Diminui também os níveis de grelina, uma das hormonas responsáveis pela fome.
Ajuda no sono. A cetose também proporciona um sono mais profundo porque aumenta a produção de outro neurotransmissor, a adenosina, responsável por sinalizar o sono ao cérebro. Além disso, muitas vias moleculares ativadas durante dietas cetogênicas são conhecidas por modular os ciclos sono-vigília, ritmos circadianos e estágios do sono.
Melhora a resiliência mental – pelo aumento do neurotransmissor GABA, proporcionado pelos corpos cetónicos.
Potencializa a resposta epigenética.
Aumentam a taxa metabólica basal (TMB) – mantém seu organismo atuando com uma taxa favorável ao emagrecimento, pois aumenta o gasto calórico.
Age na remissão da hipertensão. Os corpos cetônicos, em especial o beta-hidroxibutirato, é um excelente vasodilatador, o que faz a dieta cetogênica eficaz na remissão da hipertensão. A melhora pode ser percebida rapidamente. Além disto, a dieta é extremamente diurética e favorece esta remissão.
Remissão de doenças da Síndrome Metabólica.
Neuroplasticidade cerebral: aumento do fator derivado neurotrófico do cérebro, que permite uma maior plasticidade neural, facilitando novas conexões e programação de novos comportamentos!